Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, fez novamente críticas ao uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro. Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira, o mandatário do clube das Laranjeiras expressou sua posição contrária a esse tipo de campo, rebatendo os argumentos de que ele reduz os custos. Além disso, Bittencourt alfinetou o Botafogo, que recebeu shows em seu estádio em meio à queda de desempenho do time.
O epicentro da discussão agora é o Palmeiras, que decidiu não jogar mais no Allianz Parque até que o gramado sintético seja reparado. Mário Bittencourt é um crítico frequente desse tipo de piso, afirmando que se um clube não consegue manter um campo de grama, não pode ter um clube. Ele ressaltou que prefere ganhar títulos a realizar eventos no estádio.
Bittencourt está na presidência do Fluminense desde meados de 2019, período em que o clube conquistou três títulos, incluindo dois Campeonatos Cariocas e uma Copa Conmebol Libertadores. Durante a entrevista, ele também aproveitou para alfinetar o Botafogo, time rival, que teve shows realizados em seu estádio durante o Campeonato Brasileiro e acabou perdendo a liderança. O presidente do Fluminense destacou que o técnico do Grêmio afirmou que o jogador Suárez não jogaria se a partida fosse em um gramado sintético.
O presidente do Fluminense ainda ressaltou as mudanças que ocorrem no jogo quando ele é disputado em um campo sintético. Segundo ele, os jogadores ficam mais lentos devido ao atrito maior com a chuteira, o quique da bola é diferente e existe uma dificuldade natural em jogar nesse tipo de superfície. Ele reforçou que a maioria dos jogos são disputados em gramados naturais e que as equipes que começam a jogar em campos sintéticos têm resultados diferentes em casa nos primeiros anos.